International Students Orientation

Los Angeles, CA, EUA

A última semana foi absurdamente cheia de coisas para fazer, todas envolvendo a universidade. Diferentemente do que acontece na UnB, em que os alunos estrangeiros chegam e tem que conhecer alguém para conseguir entender a universidade, na USC e ao redor dos Estados Unidos existe um evento chamado International Student Orientation. Nele, os alunos internacionais de pós-gradação (também existe a sessão para os estudantes de graduação) são apresentados à vida universitária nos EUA, ao campus, às peculiaridades da região e aos trâmites burocráticos.
Não é algo difícil e obscuro que uma pessoa curiosa não conseguiria descobrir sozinha, todavia é um momento de entrar em contato com gente que conhece um pouquinho mais do lugar e, principalmente, acelerar um pouco o processo de adaptação. Existem aquelas palestras que parecem mais clichês e as outras que são mais importantes, mas o importante é que esse é um momento legal para conhecer as pessoas que estão chegando num país novo e numa cultura nova.
Bovard Auditorium
Tirando o fato de que dos cerca de 800 novos alunos internacionais pelo menos dois terços eram chineses ou indianos, foi bem interessante ver como a comunidade da minha universidade é diversificada. Mais de trinta países representados nessa nova leva de estudantes de pós-graduação e mais de 130 nacionalidades como um todo incluindo o corpo discente e docente. Desse modo, a USC é a universidade mais internacional dos EUA – em porcentagem de alunos e representatividade das nações. Com isso, o know how deles em adaptar os novatos é grande.
George Lucas, um dos mais famosos ex-alunos da USC School of Cinematic Arts.
Nisso, acabei conhecendo mais um brasileiro que está começando o PhD dele em engenharia elétrica – aumentando o número de calouros tupiniquins desse programa para três. Ele é de Campinas, chegou a Los Angeles tem quase um mês e vai trabalhar com Comunicações – sob a orientação de um professor austríaco. Além disso, ele também havia recebido uma oferta de PhD na UCLA, que foi recusada para vir ser fellow da USC Graduate School.
 No passeio pela universidade, durante a sessão de orientação, visitamos alguns prédios famosos por aparecerem em filmes e séries, além de conhecer as principais localidades do campus como o centro esportivo, os teatros, o cinema e a praça de alimentação. Uma coisa legal é saber que as piscinas do centro esportivo foram construídas para as competições dos Jogos Olímpicos de Verão de 1984, sendo que hoje em dia são utilizadas como centro de treinamento de algumas das estrelas da natação mundial como Ous Mellouli e Rebecca Soni – campeões nos jogos de Londres.
Piscina de saltos, parte do McDonald’s Swim Stadium.
Além disso, durante o almoço, tivemos uma apresentação da banda marcial e das cheerleaders da universidade – juntamente com o convite caloroso do diretor de esportes para acompanharmos a temporada do time de futebol (cotado para ser o #1 da NCAA essa temporada segundo algumas das empresas de análise esportiva dos Estados Unidos). Nisso, vou comprar os meus ingressos até amanhã pra garantir assistir todos jogos em casa da temporada e torcer pra conseguir um dos ingressos para a pós-temporada no ano que vem (tomara que jogando o BCS Bowl ou o Rose Bowl).
Pra encerrar o dia, consegui pegar o meu celular, que finalmente chegou à loja, e descobri – ao chegar em casa – que tinha um novo roomate. Dessa vez era um chinês, estudante de mestrado em arquitetura e que ficaria no apartamento até o final do período de residência temporária. Assim como o Yasser – o saudita – ele também era muito gente boa. Mais comunicativo e sociável, ele estava no terceiro apartamento em menos de uma semana (por causa da organização interna do pessoal do condomínio) e no primeiro dia se ofereceu para preparar o jantar – que teve a participação de um indiano também.
O segundo dia de orientação para os alunos internacionais foi mais tranquilo, tendo apenas uma palestra obrigatória sobre segurança na cidade e no campus. Além dela, foi ministrado um seminário sobre sucesso acadêmico para os PhDs e uma palestra sobre comida americana – falando, principalmente, da variedade de coisas que se encontra aqui em LA.
Por fim, consegui encontrar um amigo meu que acabou de ser aceito para o pós-doc em Madison, Wisconsin. Ele era pesquisador do nosso laboratório aqui da USC e agora está terminando a mudança de volta para o meio-oeste americano. A gente passou uma boa parte da tarde conversando sobre as coisas da cidade, da universidade. Ele me deu alguns conselhos bem valiosos sobre quais matérias pegar nos próximos semestres e como pensar parte do meu projeto de pesquisa.

Além disso, conversamos também sobre a Copa do Mundo, as Olimpíadas do Rio, vida no Brasil e tudo mais. Grande parte dos assuntos sobre esportes foram perguntados pelo Chris, aluno de graduação em elétrica e pesquisador do laboratório – o mini-gênio do grupo, como o Dr. Sharma brincou. Nessa brincadeira de conversas sobre assuntos diversos, já comecei a me habituar um pouquinho mais com a minha sala e com o ambiente no EEB. E uma certeza eu tenho: vão ser pelo menos quatro anos muito proveitosos.

Let’s go, Trojans! Fight On!!

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