Mais um pouco de LA

Los Angeles, CA, EUA

Na sexta continuei resolvendo coisas pela unversidade como a matrícula nas matérias, a questão das documentações finais pra começar as aulas. O legal foi que eu tive uma ajuda extremamente bem-vinda do meu orientador, que foi me apresentar para o staff do departamento, me ajudou com trâmite de alguns documetos e aprovou a minha escolha de matérias para esse primeiro semestre.
O mais legal é que um dos coordenadores do departamento me chamou para participar do time de soccer da elétrica, então vou ter que me dedicar dobrado para atender às expectativas que eles tem com o “reforço brasileiro” e ajudar a conquistar o tri-campeonato da engenharia. Os jogos, pelo que eu entendi começam no semestre que vem. Então, terei seis meses para entrar em forma e me preparar para defender as cores do Ming Hsieh.
Uma coisa diferente foi a odisséia para comprar o celular americano. Parecia que todos os chineses recém chegados à universidade decidiram ir à loja no mesmo dia e na mesma hora que eu. Com isso, perdi mais de uma hora para comprar o aparelho, habilitar a linha e tudo mais. Mas tirando isso, foi até que interessante ficar rodando pela loja de eletrônicos enquanto eu esperava.
O sábado teve uma cara meio diferente, já que eu completava uma semana na cidade nova. Então, decidi caprichar um pouco mais no almoço. Preparar salada e um risoto foi um bom jeito de celebrar. Além disso, recebi a visita do Lucas – amigo meu desde a época de CM e que agora está morando na Flórida pelo CsF da UnB – e do pai dele. Assim, fomos rodar um pouco pela cidade e conhecer o famoso letreiro de Hollywood.
Sistemas de Highway e Freeway de Los Angeles.
Tirando o trânsito maluco, as entradas estranhas, engarrafamentos inesperados e os guardas que não sabiam dar a orientação direito de como chegar aos lugares, conseguimos chegar no Griffith Park. Subindo a trilha para o observatório, é possível ver o famoso letreiro de Hollywood além de ter uma vista espetacular da cidade. Um passeio que vale muito à pena se fazer – de preferência com tempo suficiente para aproveitar a vista e conseguir tirar todas as fotos que se desejar.
Observatório Griffith visto a partir da trilha.
O ruim é não se chegar tão próximo ao letreiro como parece ser possível nos filmes. Mas acho que deve ter algum outro caminho que permita isso. Como eu ainda tenho pelo menos mais quatro anos para descobrir, o tempo é mais do que suficiente.
Vista do letreiro e do por-do-sol a partir da trilha (já quase chegando no observatório).
A trilha ainda continua além da entrada do observatório, existindo vários caminhos a se percorrer pelo parque. Todavia, quando chegamos ao nosso objetivo, decidimos aproveitar o que poderia ser feito por lá. A grande vantagem é que o Griffith Observatory tem a entrada gratuita – e com 5 dólares é possível se assisitr a apresentação no planetário – e oferece muita coisa a se ver. Desde esculturas com os vultos da astronomia nos últimos séculos a apresentações interativas sobre a bobina de Tesla, o pêndulo de Foucault entre outros.
Além disso, existem alguns telescópios bem grandes e que a gente não teve a oportunidade de acessar – por falta de tempo mesmo. Tendo a chance, vou lá de novo até o final do semestre para conseguir observar e aproveitar tudo.  Mas na próxima ida, reservarei uma parte do dia a curtir as trilhas também.
O famoso Hollywood Sign.
Depois da apresentação do planetário, passamos para comer uma pizza e voltamos para casa. O Lucas no melhor estilo like a boss dirigindo seu Cruze, a gente descendo a Vermont Avenue e descobrindo que as ruas de LA começam em um canto da cidade e às vezes só terminam mais de 20 km depois…
Por fim, para fechar o final de semana, hoje fui a um seminário sobre “Passe” ministrado pelo Carlos Campetti no Centro Espírita Blossom, que fica pertinho da UCLA – ou seja, no outro lado da cidade. A aventura de ir pra lá de ônibus, passando mais de uma hora em pé no trajeto de ida e descendo na parada errada no meio do caminho da volta foi bem interessante e vai servindo para fazer eu me adaptar à cidade e conhecer a sua dinâmica – principalmente nos bairros mais distantes daqui, como foi o passeio de hoje em Koreatown após errar a descida.
Mas é bem interessante ver a diferente dinâmica do movimento espírita da cidade, que apresenta dois centros, e ir percebendo a singularidade que é o Brasil nesse sentido. Com o tempo, vou procurar me envolver mais ativamente nas atividades, principalmente quando tiver carro e puder substituir a uma hora de ônibus por menos de 15 minutos dirigindo. Quem sabe isso não acontece até o fim do semestre?
Queria deixar registrado a minha extrema felicidade com o resultado dos Trojans nas Olimpíadas de Londres: conquistaram 12 medalhas de ouro, 9 de prata e 4 de bronze. Se a USC fosse um país – e sem descontar as medalhas dos países a que pertencem os atletas – teria ficado na oitava posição no quadro geral dos jogos.
 Outra coisa que me deixou muito feliz nessa campanha olímpica foi o desempenho dos atletas menos badalados do Brasil e que dão o sangue seja no treino, seja na competição. Parabéns Zanetti, irmãos Falcão, Yanne Marques, Sarah Menezes, Kitadai, Mayra, Baby, Adriana Araújo, Diogo Silva! As medalhas e/ou a luta de vocês valem o respeito, orgulho e a satisfação nacional. Espero que o país não esqueça os heróis que vocês foram nesses jogos e que ele dê a real estrutura e valor que vocês merecem!
Parabéns também ao vôlei masculino e feminino, de quadra e de areia. O Brasil ainda tem muito a aprender com vocês, com sua garra e dedicação! Que o novo ciclo olímpico, que se inicia agora nesse 13 de agosto, seja repleto de novas conquistas de medalhas e corações para esse esporte que representa tão bem o verde e amarelo nacional e principalmente as pessoas da nossa terra.

Aos badalados Cielo e seleção de futebol, parabéns pela conquista. Mas resta agora rever o planejamento para que as próximas medalhas sejam motivo de comemoração e não de frustração. Um bronze e uma prata são maravilhosos, mas quando o que se esperava eram dois ouros e um bronze – digamos até fáceis pela sua superioridade em relação aos adversários -, eles não passam de prêmios de consolação.
Agora é planejar o Rio 2016, é planejar a celebração no Brasil!
Por hoje é só.
Let’s go, Trojans! Let’s go, Brazil! Fight on!!

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