Chegando à LA

Los Angeles, CA, EUA

Seguindo o exemplo do Brandão e do George, que em suas experiências na CMU fizeram blogs para contar o que ia acontecendo, cá estou eu.
Mundando um pouquinho de região do país, saindo do Nordeste americano famoso pela geração de conhecimento e pelo frio em que eles ficaram, eu estou na ensolarada e famosa Califórnia. Mais precisamente na segunda maior cidade americana – e provavelmente uma das mais mexicanas também -, Los Angeles.
O centro de Los Angeles e ao fundo as montanhas que divisam a cidade.
A cidade dos anjos, conhecida internacionalmente pelo cinema e pelas séries de televisão, é casa de duas das mais importantes universidades americanas: a UCLA – integrante do sistema University of California – e a minha querida USC – University of Southern California, que é a universidade mais internacional dos EUA em percentual de estrangeiros e a mais relevante no cenário olímpico (tendo fornecido mais atletas para os jogos que quaisquer outras universidades americanas). Essas universidades, como não poderia deixar de ser, são grandes rivais nos esportes e cada uma domina uma parte da cidade – a UCLA ficando com a região próxima a Bervely Hills e a USC com o centro e parte do sul da cidade.
Uma impressão interessante dos dois primeiros dias na cidade é que o espanhol é tão falado quanto o inglês nas ruas – senão mais. Existem os bairros tradicionais dos latinos – que nem aparece em alguns filmes como Os Reis da Rua e Velozes e Furiosos, ou na série The Closer -, mas o interessante é que mesmo no centro muitas pessoas falam a língua de Cervantes e os ônibus e metrôs tem os anúncios nos dois idiomas.
Entrada do aeroporoto de Los Angeles.
 
Indo ao aeroporto no domingo – para pegar minhas malas na American Airlines -, passei por uma rua em que estava um homem pregando a Bíblia com uma caixa de som e um colega que distribuía folhetos. Isso só confirmou algo que me tinha sido dito: os personagens dos filmes são extremamente baseados em esteriótipos reais. Mesmo aquela figura que pode paracer mais caricata será encontrada aqui nas ruas de LA! Seja ele o chicano, o rastafári, a patricinha ou o imigrante asiático que está tão perdido quanto você e não fala nada de inglês.
E uma outra caracterísitca interessante é que a cidade, por ser muito espalhada (só apresenta prédios altos na região central, sendo que eles são predominantemente comerciais), favorece o surgimento dos bairros de cada etnia. Então, é possível, em pouco tempo andando à pé ou de carro, passar por regiões que são totalmente distintas – no caso eu saí de ônibus de uma vizinhança universitária para uma vizinhança predominantemente de negros (padrão Jazz de Um maluco no pedaço), em seguida para outra de latinos (com todas as placas em espanhol) e por fim cheguei a um lugar em que tudo se misturava.
Mas voltando à Universidade e tudo mais… Estou num conjunto de apartamentos bem típico de residências universitárias americanas. A rua que passa na frente da portaria principal do condomínio “nasce” na Universidade e atravessando a Jefferson Blvd, que é a rua perpendicular a essa da portaria, chego ao campus.
O legal é que me deram um apartamento de dois quartos no “terceiro andar” do prédio – que, para os padrões brasileiros, na verdade seria o primeiro andar, mas aqui eles colocaram apartamentos num “subsolo”, no térreo, nesse primeiro andar, num “segundo” andar (que é um patamar entre o primeiro e o segundo) e num terceiro andar (que está na altura do segundo andar brasileiro). Até hoje à tarde eu estava sozinho nele, todavia, quando eu voltei da reunião com meu orientador na universidade, descobri que tinha ganhardo um roomate saudita que vai ficar aqui até quinta.

Meu prédio e os seus cinco andares de apartamentos.
Ele é divertido e já foi me perguntando se eu jogava futebol e vôlei. O mais engraçado é que, para combinar ainda mais com a história dos esteriótipos, ele é estudante do mestrado em engenharia de petróleo (a Arábia Saudita tem uma das maiores reservas de petróleo do mundo e é a principal nação na OPEP, sendo grande parte da fortuna do reis do país oriunda de petro-dólares), mas ele morava em uma cidade na costa leste do país e não na capital Riad. Amanhã acho que talvez ele saia para jogar alguam coisa com os vizinhos na quadra que tem aqui pela manhã – pelo menos foi isso que ele comentou (se eu não entendi errado). Além disso, ele disse que vai procuar uma casa perto da praia, para conseguir ao menos relaxar um pouco a cabeça no dia-a-dia da rotina como estudante de mestrado.
Quadra de vôlei de areia na entrada do condomínio.
Tirando isso, esses primeiros dias tem sido de compras de coisas para minha casa como copos, panelas, suprimentos básicos etc. O engraçado é que o mercado que fica aqui perto não vende conjunto de facas de uso diário (aquelas de serrinha que a gente tem no Brasil ou facas passar manteiga no pão), ele só vende facas individuais para corte de vegetais, carnes e outros usos específicos. Então, tenho feito minhas refeições à base de garfo e colher mesmo… Além disso, como eu vou passar apenas alguns dias nessa apartamento, decidi comprar apenas um prato – para me obrigar a sempre organizar a cozinha depois de cada refeição – e duas panelas (uma gigantesca, que eu comprei achando que era menor, e outra pequena para preparar as coisas de rotina). Depois, chegando na casa definitiva, eu completo as coisas necessárias.
Por fim, já andei um pouco pela região próxima da USC, que concentra alguns museus (como o de História Natural e o de Ciências), um cinema iMax, um típico shopping americano – padrão galeria – chamado University Village, e a atração principal (a qual eu vou frequentar assiduamente esse semestre): o Los Angeles Memorial Coliseum! Casa dos USC Trojans e o único estádio até hoje a sediar duas aberturas de Olimpíadas – de 1932 e 1984. Até o fim da semana que vem, vou tentar garantir os meus ingressos para os jogos desse semestre.
LA Memorial Coliseum: estádio das Olimpíadas de 1932 e 1984, sede dos USC Trojans e maior estádio de um time universitário na Costa Oeste dos Estados Unidos.
Bom, esse é o primeiro relato das coisas daqui. Depois eu falo um poquinho mais sobre o campus, sobre a minha sala e todas as outras coisas que tem acontecido nesses dias.
Let’s go, Trojans! Fight on!!

2 thoughts on “Chegando à LA

  1. Outra universidade muito importante de Los Angeles é Caltech, que fica em Pasadena. É uma universidade de muita qualidade, mas é beeeem menor que a USC e a UCLA (tem menos alunos de graduação que a FT da UnB).

    Tem também a UC Irvine, que eu também faz parte da área metropolitana de LA, e a UC Riversidade, que também faz parte da chamada Greater Los Angeles.

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